A FARSA DO DIZIMO



















A QUESTÃO DO DIZIMO


Quem ensina dizimar dinheiro não ensina nenhum mandamento dado pelo Eterno YHWH nem Yahshua nem Moshe nem os Apóstolos senão uma tradição pagã imposta pela igreja Católica em tempos obscuros e supertisciosos; toda compulsão para pegar dinheiro é contraria a mensagem das Boas Novas de Hatsalach (Salvação) e ao Espírito Santo, em Yahshua somos abençoados não pelo que podemos dar- a Elohim dono do ouro e da prata, mas por nossa obediência a vontade do Eterno.


INTRODUÇÃO


É possível que este estudo choque e desafie crenças que estão muito firmes em seus corações e que contradiga a seus lideres espirituais e os ensinamentos que tem recebido em quase toda as vossas vidas. Não é minha intenção aborrecer a nenhuma fé ou crença, mas amar dizendo a verdade em amor para juntos examinarmos os ensinamentos do dizimar do dinheiro a luz das Sagradas Escrituras e não de tradições nem palavras do Eterno


                  DIZIMAR DINHEIRO NÃO É MANDAMENTO DE ELOHIM


O mandamento de dizimar dinheiro não será encontrado nas Sagradas Escrituras, pois é um mandamento de homem que começou no seculo 5 d.M Augustino de Hipôna ( conhecido como Santo Agostinho) na Africa comprometeu-se a persuadir os crentes para que lhe entregassem dizimos. É universalmente reconhecido que o dizimo não achou lugar durante os primeiros três seculos da era Cristã. No seculo 5 d.C no concilio de Macon na dioceses de Lyon, foi estabelecido o dizimo como mandamento e todos aqueles que se recusaram foram maldizidos, excomungados  e suas propriedades confiscadas. Adriano I em 787 aplicou dizimar dinheiro como uma lei eclesiástica em toda Europa, eventualmente os dízimos foram repelidos na França em ( 1789), Irlanda ( 1871), Itália ( 1887) e na Inglaterra ( 1936). Lamentavelmente durante e depois da “ reforma protestante” não se desfizeram desta e outras tradições pagã herdadas do catolicismo.

Dizimar dinheiro não é um mandamento de Elohim, já que Ele só ordenou a Yisrael dizimar o produto da terra, fruto das arvores, animais, ovelhas e etc. (Levítico 27:30-34). O Mishna (Código da lei judaica), Tratado Maaseroth ( Dízimos) explica o processo do dizimo e como era levado ao cabo, excluindo Do mesmo o dinheiro e incluso os frutos menores que dava a terra de Yisrael. O mandamentos de dizimar dinheiro esta fora das Escrituras Sagrada.

  DURANTE 40 ANOS NO DESERTO YISRAEL NÃO DIZIMOU UMA SÓ VEZ!!

De seus 40 anos no deserto Yisrael não dizimou uma só vez, já que o dizimo somente aplicava dentro da terra de Yisrael ( Deut. 12:1 e 26:1-2). Com o exilo Babilônico e a posterior a reconstrução do Templo, os Fariseus aprovaram que podia dizimar dos produtos que se produzia na terra da babilônia dada a grande quantidade de Judeus que la viviam e a alta influencia da babilônia sobre os fariseus, por isso terras como Asia Menor, Grécia ou Itália jamais foram consideradas farisaicamente dizimáveis, já que o povo destas terras eram considerados impuros


                 BIBLICAMENTE O DIZIMO É 20% ANUAL E NÃO 10%                                

Isto porque Yisrael devia dizimar não uma vez, senão duas vezes anualmente. O primeiro dizimo levítico devia ser dado pelos filhos de Yisrael aos levitas ( Num. 18:21) dos produtos da terra e animais que era produzidos dentro da terra de Yisrael ( Lev. 27:30-34) e funcionava como um imposto para alimentar aos levitas pelo seu trabalho no Beit HaMikdash. O segundo dizimo devia ser levado a Jerusalém ( Deut. 14:23) em uma das festas anuais de peregrinação como Pessach, Shavuot e Sukkot. Ambos os dízimos ( o primeiro como o segundo) devia ser dados anualmente ( Deuteronômio 14:22)


                      É PECADO TOMAR DOS POBRES OS DÍZIMOS!! 
                   

O pecado é a transgressão da Toráh (João 3:4). Por isto pegar dizimo dos pobres é um pecado, pois a Toráh ordena que se de O dizimo aos pobres no lugar de pegar deles. 

                   
               RECOLHER DÍZIMOS EM TEMPLOS PAGÃO NÃO É BÍBLICO


É também um pecado e com sua origem no paganismo, especificamente nos cultos a baal na babilônia e Suméria, recolher os dízimos em templo. Biblicamente nenhum dos dízimos que deviam dar os filhos de Yisrael era recolhidos ou levados a tempo. O primeiro dizimo ( Num.18:21) devia ser recolhido nas cidades ( Neemias 10:37 b). O segundo dizimo ( Deut. 14:23) devia ser levado a Jerusalém, não ao templo ( Deuteronômio 14:23-26) e o terceiro dizimo devia deixar nas cidades ( Deut. 14:28-29)

Malaquias  3:10 tem sido mal interpretado, porque em algumas versões dizem trazei todos os dizimos a casa do tesouro e em outras dizem celeiros” em hebraico não disse tal coisa, porque no tempo nem sequer um celeiro ( em hebraico  celeiro é “asam”) senão uma camará de tesouros que Ezequias construiu para guardar os tesouros do Templo ( 2 Cronicas 31:11-14), esta camará estava localizada fora do templo especificamente na corte das mulheres. Tampouco no templo se recolhia os dízimos que davam os filhos de Yisrael.

Malaquias 3:10 em hebraico disse: HaBio et kol Ha Maaser al Bet Ha Otzar que traduzido é: Trazei o dizimo completo a casa do tesouro A melhor tradução para nosso idioma deste verso é a Bíblia de Jerusalém de 1976 que disse: "Levai O dizimo integro a Casa do Tesouro". Biblicamente podemos conhecer que o único dizimo era levado a Casa do Tesouro era o dizimo dos dízimos que devia dar os levitas aos filhos de Arão.

Números 18:26  Fale com os Levitas e dize-lhes: Quando vós receberdes dos filhos de Yisrael o ma'aser (dízimos) que Eu lhes dei por sua herança, então vós oferecereis uma oferta de temurah (livre) dela para YHWH, destarte um ma'aser dos ma'aser. 

O dizimo dos dízimos era levado a casa do tesouro e é confirmado em Neemias 10

Neemias 10:38  E o sacerdote, o filho de Aharon, estará com os Levitas, quando os Levitas receberem o ma'aser (dízimos); e os Levitas farão subir o maaser à Casa o nosso Elohim, às câmaras, para a casa do tesouro


Portanto os homens que pedem "todos os dízimos" para o "templo" e não o "dizimo dos dízimosque representa somente 1% do dizimo, esses tem abandonado toda direção das Sagradas Escrituras e estão exigindo algo que Biblicamente não lhes corresponde. Porem eu não os jugos, pois muitos “ministros” neste tema estão sinceramente enganados, e somente estão seguindo ordens como bons soldados. A minha oração é que eles abram seus olhos a esta linda verdade. Infelizmente muitas pessoas hoje querem se passar por levitas levando os dízimos. os Levitas eram os únicos que podia levar o dizimo do dizimo  a casa do tesouro.

Quem exige dízimos baseados no mandamento da Toráh estão muito equivocados, se eles queiram fazer e não sabem e exigindo muito mas deles que deviam exigir, pois o dizimo dos dízimos não é um dizimo normal senão o 10% do dizimo. Agora o que é o dizimo dos dízimos? Se sua ganancia aparta o 10% para O dizimo. O dizimo dos dízimos é o 10%  deste dizimo. Isto significa que uma igreja cristã ou Sinagoga Messiânica que cobram  o dizimo a seus membros, se se queira apegar a doutrina Bíblica, só deveria exigir o dizimo deste dizimo, ou seja o 10% do dizimo que atualmente recebem. Em términos matemáticos isso se traduz da seguinte maneira: Se você ganha 100 reais e deve dar 10 reais como dizimo. O dizimo dos dízimos que deveriam levar a igreja ou Sinagoga Messiânica seria 1% e não 10%. Se a muitos não gostariam de conhecer esta verdade, por esta razão Malaquias 3:10 foi manipulado para ocultar essa verdade dos olhos dos crentes e tirar todo argumento que pudesse defender-se. ( isto é assumindo que se dizimar dinheiro, o qual não É assim)

Biblicamente os pobres não dizimavam, somente os ricos faziam isso, porque o dizimo só aplicava aos proprietários de terras e animais dentro da terra de Yisrael, pois era recolhido somente os produtos da terra, frutos das arvores, vacas, ovelhas e tudo que passasse debaixo da vara (Levítico 27:30-34). Por esta razão Yahshua e seus discípulos nunca dizimaram, os mesmos trabalhadores das terras não deveriam pagar o dizimo, assim mesmo já sabemos que os pobres estavam isentos de pagar dízimos já que cada trés anos lhes correspondiam recebe-los para suas alimentações (Deut. 14:28-29)

Os Judeus a quem foi dado a Toráh, deixaram de dizimar no ano 70 D.M, quando o Templo foi destruído por Tito. E se dizimarmos estaríamos gravemente contra Elohim, já que não há o Sacerdócio Levítico nem o Aronico e existe outras dificuldades técnicas como as cinzas da vaca vermelha ( Números 19) sem a qual não pode ter serviço ao Templo. Grande parte do judaísmo espera a vinda do Mashiach para que aponte a indicação da ditas cinzas para purificar aos sacerdotes para seu serviço no Templo... A lei do dizimo são tão Sagradas, assim como toda Toráh que condena a morte a um levita se hoje tomasse o dizimo e não levasse o dizimo dos dízimos ao sacerdote filho de Arão no Templo (Números 18:32). Porem como mão ha Templo nem sacerdócio Arônico , por esta e outras razões os judeus não dizimam desde o ano 70 D.M, e isto é confirmado no Mishná ( Código da Lei Judaica) tratado Sotah 9:13 Simeão ben Eleazar disse: quando os dízimos cessaram tomaram a gordura do milho.

No seculo 5 d.M  a igreja Católica impôs a tradição pagã de dizimar DINHEIRO. Na Babilônia se dizimava dinheiro a baal nos tempos de crise ou durante os ataques dos inimigos ( Olmo Lete 1999:304,305). Tristemente o mesmo costume vemos nas congregações Cristã e em muitas que se dizem Messiânicas que saíram do Cristianismo, já que no momento de ver uma crise econômica se procurava dizimar dinheiro, quando na realidade o Elohim de Yisrael nos tem dado um só mandamento a respeito de dizimar dinheiro, senão produtos da agricultura e animais produzidos na terra de Yisrael.

Avraham somente dizimou uma vez, e não de suas própria riquezas. Quando alguns “ministros” se vêem confrontados com esta verdade recorrem ao exemplo do dizimo de Avraham para justificar que o dizimo é antes da “lei”.Ignorando  este processo desesperado de justificação do injustificável que o dizimo que Avraham fez foi uma só vez em sua vida e não de suas próprias riquezas, mas as do rei de Sodoma a quem lhe devolver 90% restante do dizimo (Gênesis 14:21-23). Isto são detalhes que são completamente ignorados por quem pede o dizimo baseado no exemplo de Avraham. O dizimo de Avraham Elohim não falou nada estabelecendo o mesmo como um mandamento perpetuo e de fato Isaque não dizimou nenhum vez. Se o dizimo que fez Avraham devia ser perpetuado por todos, então foi ignorado por Isaque e por Elohim, ja que Elohim na hora de repartir o sangue da guerra que ganhava os Yisraelitas ordenou por mandamento que fosse dado aos sacerdotes muito menos de 1%.

Já que o saque era dividido 50/50 entre a comunidade e os guerreiros (Números 31:27). Isto representa muito menos de 1% dos saques para os sacerdotes. Então, se o que Avraham fez foi estabelecer "o principio do dizimo" como alguns erradamente dizem. Este principio foi totalmente ignorado por Elohim e Isaque e Yisrael.

No Novo Testamento não se ensina a dizimar senão ofertar. Das 9 vezes que aparece a palavra dizimo, em nenhum momento é para impor aos discípulos no Pacto Renovado, mas com um proposito de redarguir aos fariseus ( Mateus 23:23, Lucas 11:42) e ensinar historicamente aos discípulo ( Hebreus 7:2,4,5,6,8 e 9)

No mesmo Novo Testamento se ensina a favor das ofertas voluntarias para os irmãos mas necessitados, e isto é comprovado em I aos Corintios 16:1-2, e II aos Corintios 9:7 e II aos Corintios 8:1-

3. As evidencias de Tertuliano que viveu entre os anos 160 e 200 D.M, escreveu que não podia dizimar, senão que se desse ofertas voluntarias.

Embora exista entre nós uma caixa comum, não se exige uma suma obrigatória aos escolhidos, como se a religião fosse posta a leilão. Cada um entregue uma pequena taxa fixa em um dia do més, quando queiram e se puder, porque a nenhum lhe obrigou a dar: cada um contribua espontaneamente. Isto são um fundo de ajuda, porque deles não se tira o dinheiro para baguetes ou festas, mas para alimentar e sepultar necessitados e crianças e jovens e órfãos, e aos criados e os velhos.  Tertulian                                          

                                     DIZIMO PARTE II

Não somente Tertuliano registra que Não podia dizimar. Mas também que considerava que colocasse uma quantia obrigatória como o 10% do salario era colocar a religião em leilão. Cada um conforme e como biblicamente foi ensinado no Novo Testamento, davam uma quantia quanto se podia dar, e isto eram fundos para ajudar, para alimentar e sepultar os mas pobres, não para pagar salario de ministros, já que era parte da ética dos ministros durante os dois primeiros Seculos da era Cristã, trabalhar secularmente para sustentar suas famílias, isto também é ensinamento dos Apostolos de Yahshua no Novo Testamento


Atos 20:33  De ninguém cobicei prata, ouro, ou veste. 
Atos 20:34  Sim, vós mesmos sabeis que estas mãos supriram minhas necessidades, concernente a mim e aos que estavam comigo. 
Atos 20:35  Eu tenho vos mostrado todas as coisas, haja visto que,trabalhando co esforço, também deveis socorrer os necessitados, e lembrar das palavras do Soberano ,Yahshua  quando Ele disse, É mais bem-aventurado dar do que receber. 

Na primeira carta aos Tessalonicenses Paulo ensina mas claramente e em maior detalhe como é que trabalhavam para não ser pesado aos discípulo.

1 Tessalonicenses 2:9  Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus.

No capitulo 11 e 12 verso 6 e 5 um dos documentos cristãos chamado de Os ensinamentos dos Apóstolos ensinam que os falsos profetas e Apóstolos e os traficantes do Evangelho, ou seja, os homens que ganham dinheiro pelo Evangelho, eram todos aqueles que pediam dinheiro para seus ministérios. Parecia ser vendido tudo isso, que estamos sumidos em um mar de apostasia, de falsos apóstolos, profetas e traficantes do Evangelho que usam fora de seus contextos as Sagradas Escrituras para roubar aos pobres pedindo dizimo. Pedir dízimos dos pobres é um roubo, já que Elohim ordenou que o dizimo que o dizimo fosse dado aos pobres. Não é por esses que devemos entristecer nosso amor nem permitir que este se esfrie, pois escrito esta que por aumentar a maldade, o amor de muitos se esfriara ( Mateus 24:12) mas o que perseverá até o fim este será salvo

 O proposito deste estudo não é somente trazer discernimento, sabedoria, conhecimento ao povo de Elohim. Porem ao mesmo tempo levar amor, cura, restauração Yahshua a todos os homens e mulheres que tem estado praticando este pecado de dizimar e receber dízimos. Assim mesmo estão se perdendo ao perseverarem neste engano do dizimar dinheiro. E é que dizimar dinheiro no lugar de abençoar, é fonte de maldição e pecado, existe milhares de pobres que contrario ao que a Bíblia ensina dizimar, e como já deveríamos saber que os pobres dizimam é contrario a Bíblia, já que biblicamente se devia dar aos pobres os dízimos ( Deut. 14:28-29), este pecado faz com que milhões de pobres que dizimam fielmente se mantenham em extrema pobreza, pois quando dão o dizimo, sem pagar alimentos, médicos, livros educativos, roupas e inúmeras coisas.

O caso oposto está em milhões de sinceras pessoas que não dizimam, mas que como biblicamente foi ensinado só ofertam e vivem uma vida prospera em tudo  ou quase todas as áreas de suas vidas. Os testemunhos dos irmãos pobres que dizimam e não são prosperados e dos irmãos que não dizimam e são prospero se mantem muito longe dos púlpitos das congregações que pedem dizimo. Talvez é porque nestas congregações mão tenha ninguém que ganhe nada por estes testemunhos. Segundo a Tanach o pecado é a transgressão da Toráh, mal traduzida como lei  

João 3:4  Todo aquele que comete pecado transgride a Lei, porque o pecado é a transgressão da Lei.

 Por isso a pratica do dizimo como hoje se fazem, caem em muitas infrações da Lei, uma lista mão completa destas transgressões da lei o pecado que se comete ao dizimar são as seguintes:


                             É pecado receber dizimo se não é levita:


O dizimo somente devia ser recebido pelos levitas ( Números 18:21), quem hoje recebem os dízimos não são os levitas. Os levitas  eram homens descendentes da tribo de Levi , e não existe uma só ordem no Novo Testamento que explique que quem ministra debaixo do Novo Testamento são levitas. Passar-se por levitas foi um habito que constituiu no clero depois do segundo Seculo d.M, porem quem a usa lhe custou a vida. (I Cronicas 13:9-11)


                             É pecado cobrar dizimo dos pobres!!


O dizimo não era cobrado dos pobres, mas em cada trés anos eram dado aos pobres.


                         É pecado dar o dizimo fora da terra de Yisrael!!

Os Yisraelitas só podiam dizimar enquanto estivessem dentro da terra de Yisrael. Deut. 21:28-29


                             É pecado dar dizimo dos dízimos!!!

O dizimo dos dízimos que Elohim pede é exclusivamente produtos da terra e animais (Levítico 27:30-34)


                             É pecado dar 10% anualmente de dizimo!!!


O dizimo biblicamente era 20% anual. O primeiro era dado aos levitas ( Num. 18:21) e o segundo dizimo era levado a Jerusalém ( Deut. 14:23). O dizimo levítico e o que era levado a Jerusalém não é o mesmo, já que o levítico era deixado nas cidades ( Neemias 10:37), porem o segundo dizimo era levado a Jerusalém  ( Deut. 14:23-26) 


                                          Definição do dizimo


O que é o dizimo, seus conteúdos e quantidade que se deve dizimar? A palavra dizimo é tão comum através de tantas denominações que aparentemente todos conheceram a definição e o conteúdo. A verdade é que se todos conhecessem a definição Bíblica do dizimo se deixariam de pedir e dar o mesmo, e é que a definição que muitos tem como Bíblica é precisamente não é uns 10%, senão uns 20% e contudo o dizimo não é dinheiro, mas produtos da terra como, vacas, ovelhas que sejam criados na terra de Yisrael. Isto são detalhes Bíblicos que inúmeros estudiosos passam por cima na hora de fazer um analises serio do dizimo. Então façamos um repasso das definições extra-Bíblicas do dizimo para logo profundizar mas a definição Bíblica.

O dizimo (em latim é decimus) é um imposto de 10% ( a decima parte de todos os ganhos) que se devia pagar a um rei, imperador ou líder. Dentro dos 10% que se pagava ao rei sobre o valor das mercadorias que se traficava e chegavam aos portos, entravam e passava de um reino a outro. A palavra dizimo em Hebraico é MAASER que significa um decimo. Em Levítico 27:30-32 Elohim define o conteúdo do mesmo..

Levítico 27:30  Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são de YHWH; santas são a YHWH. 
Levítico 27:31  Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela. 
Levítico 27:32  No tocante a todas as dízimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo a YHWH.  


Então Biblicamente o dizimo é uma décima parte do fruto que produz a terra assim como do fruto das arvores (verso 30) e a décima parte das vacas ou de ovelhas, de tudo que passa debaixo da vara (verso 32). Uma das diferencias mas notável entre o dizimo bíblico e o imposto pela igreja católica que é praticado modernamente, é que biblicamente se devia dizimar anualmente 20% desses produtos da terra, vacas, ovelhas que se produziam dentro das terras de Yisrael e não 10% do dinheiro como os católicos impuseram no século 5 d.M

Biblicamente havia dois dízimos que deviam ser dado anualmente e um terceiro tri anualmente. O primeiro dizimo devia ser dão aos levitas ( Num. 18:21). O segundo Dizímo devia ser levado a Jerusalém ( Deut. 14:23). Ambos deviam ser dados anualmente ( Deut. 14:22). O terceiro dizimo devia ser dado em cada três anos aos pobres e substituía o segundo dizimo ( Deut. 14:28-29—26:12-13). Por esta razão dizimar Biblicamente é 20%. A quem Elohim designou o dizimo? Elohim estabeleceu por mandamento que o primeiro DIZIMO fosse dado aos LEVITAS, o segundo dizimo era a mesma PESSOAS que dizimava e o terceiro era dos POBRES

                                         Primeiro Dizimo  

Numero 18:21  E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação.

O primeiro dizimo foi dado claramente aos levitas


                                           Segundo Dizimo



Deuteronômio 14:22  Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. 
Deuteronômio 14:23  E, perante YHWH teu Elohim, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer a YHWH teu Elohim todos os dias.   

O segundo dizimo Elohim deu o mesmo que dizimava para que o dizimista comesse do seu dizimo

                                            Terceiro Dizimo
                                             
Deuteronômio 14:28  Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas;
Deuteronômio 14:29   Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que YHWH teu Elohim te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem.


 Este terceiro dizimo era dado ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e a viúva. Uma das características do dizimo Bíblico é ao mesmo uma das maiores diferenças do dizimo que é praticado hoje em dia, é que nos tempos Bíblicos, por mandamento de Elohim o pobre não devia dizimar, mas que em cada três anos era para eles receberem os dízimos ( como esta em Deut. 14:28-29). Em Yisrael somente aplicavam para dizimar os proprietários de terras e animais. Isto é confirmado no Mishna que se baseou em Levítico 27:30-34. Yahshua como carpinteiro não dizimou, e não por ser pobre ( II Coríntios 8:9), mas também pela sua profissão que estava isento de pagar dízimos. Os pobres como As viúvas em Lucas 21 não dizimavam mas eles ofertavam voluntariamente segundo suas condições e cada três anos deviam receber os dízimos.

Havia um quarto dizimo que devia dar os LEVITAS do dizimo que recebiam ( Números 18:21) aos sacerdotes filhos de Arão ( Num.18:26-28), somente o dizimo Dos dízimos era levado a casa do tesouro ( Neemias 10:38). Outra diferença do dizimo Bíblico do praticado hoje é que no Templo em Jerusalém não se recolhia os dízimos, no Templo somente era recebido as ofertas voluntarias por votos de nazarenos, sacrifícios, pela cura de imundos leprosos. O dizimo em Yisrael era recolhido nas cidades dos Yisraelitas ( Neemias 10:37) e somente o dizimo dos dízimos era levado as camaras do tesouro ( Neemias 10:38) que construiu Ezequias ( II Crônicas 31:11-14).

Dizimar dinheiro nunca foi praticado em Yisrael e é necessário mencionar que o dizimo somente aplicava dentro das terras de Yisrael (Deut. 12:1 – 26:1-2). Logo com o exílio de Yisrael a Babilônia foi aprovado que se dizimassem dos frutos agriculas e animais produzidos na Babilônia. As terras Gregas e outros lugares remotos jamais foram consideradas aptas para dizimar.

Espero em Yahshua O Mashiach e Rei de Yisrael. Que este estudo tenha sido de muita benção para cada um que ele estudar.


SEGUNDA PARTE

 

I


mponho-me o desafio de agasalhar no apertado espaço deste artigo, o tema aqui proposto (dízimo) que é vasto e objeto de conferências de mais de uma hora, daqueles estudiosos da bíblia que se debruçam em profundidade na análise dos fatos e momentos ali narrados.

Sem entrar no mérito de ser o dízimo parte da consciência religiosa dos leitores, volto-me apenas para aqui comentar a origem histórica do dízimo; quando surgiu; como e para que surgiu, deixando de lado a análise da finalidade de suas cobranças pelas instituições religiosas, tomem estas a denominação que tomarem.

Traçado este balizamento puramente histórico, temos que o dízimo tem origem na tradição judaica e não na tradição cristã o que afasta, a meu sentir, a obrigatoriedade do fiel cristão de qualquer denominação religiosa, de contribuir de forma compulsória com o dízimo sob o argumento de que esta cobrança está assentada na bíblia como obrigação do cristão, até porque, quando o dízimo foi instituído não existia sequer o cristianismo que passou a existir após Jesus.

A história do povo Hebreu narra que Moisés conduziu esse povo que estava cativo no Egito para a terra prometida por Deus, Canaã, nome alusivo a Cã, filho de Noé a quem se atribui a origem dos Cananeus conforme nos informa Gênesis, 10, e nessa condução difícil e tormentosa, Moisés contava com a ajuda de um jovem hebreu que seria, podemos assim dizer, seu “lugar-tenente” e que lhe auxiliava diretamente na difícil empreitada determinada por Deus, de nome JOSUÉ.

 

No final da jornada quando já estava à vista a cidade de Jericó, primeira cidade que seria tomada pelos hebreus, Moisés faleceu e JOSUÉ assumiu seu lugar, previamente referendado pelos anciãos e pelo próprio Moisés antes de morrer, obviamente, passando a deter o comando do “povo de Deus”.

Após a queda de Jericó e tomadas outras áreas da região, coube a JOSUÉ a partilha do território entre as tribos de Israel que sabemos eram 12 (doze), porém, JOSUÉ por inspiração e determinação divina, distribuiu as terras somente entre 11 (onze) tribos ficando fora desta distribuição a tribo de LEVI cujos membros eram chamados de LEVITAS, e que receberam de Deus a incumbência transmitida por JOSUÉ, de se dedicarem ao templo religioso como sacerdotes, diáconos, enfim, às atividades necessárias para a manutenção da religião monoteísta pregada por MOISÉS e por JOSUÉ.

Vale lembrar, que ambos recebiam ordens e instruções diretamente de Deus como sói acontecer com os Dez Mandamentos passados a MOISÉS, e que assim visavam esses dois ilustres personagens (Moisés e Josué) afastar o povo hebreu dos vícios e costumes religiosos politeístas aprendidos no Egito.

JOSUÉ efetuou essa distribuição de terras e as tribos partiram para suas novas moradas, mas, ficou a questão seguinte: como prover as necessidades materiais dos LEVITAS?

Eles, os LEVITAS, receberam como herança de Deus não terras, mas, sim, a própria guarda divina e sua subsistência seria garantida pelas demais 11 (onze) tribos, que obrigatoriamente destinavam a décima parte de tudo o que fosse produzido nas terras, fosse grãos, animais, frutas, vinhos etc. para os LEVITAS, e que eram levados ao templo uma vez por ano, conforme o mês de produção e assim, todas as necessidade dos Levitas eram satisfeitas com PRODUTOS DA TERRA e jamais com DINHEIRO.

 

Importante observar o “dízimo” nesse contexto histórico, ciente de que contexto significa mostrar as circunstâncias que estão ao redor de um fato, e nesse sentido o “dízimo”, que não era assim chamado na época, foi instituído não somente por razões religiosas, mas, também, como tributo em uma organização administrativa estatal que hoje poderíamos chamar de teocrática, onde “Yahveh” seria o chefe de Estado, os Levitas chefes de Governo e o Templo seria vamos assim dizer, a sede do Governo Central para onde deveriam ser destinados os “tributos”, constituídos da décima parte do que fosse produzido na terra que foi dada aos hebreus por Deus.

Depois desse momento histórico, após idas e vindas de guerras perdas e reconquistas de territórios, foi instituída a Monarquia tendo sido SAUL o primeiro rei de Israel, com nova forma tributária.

Esta regra (“dízimo”-décima parte) pode ser confirmada em Deuteronômio 18, 1 a 8 como seja:

  • Os sacerdotes levitas, toda a tribo de Levi, não terão parte nem herança com Israel; das ofertas queimadas do SENHOR e da sua herança comerão.
  • Por isso não terão herança no meio de seus irmãos; o Senhor é a sua herança, como lhes tem dito.
  • Este, pois, será o direito dos sacerdotes, a receber do povo, dos que oferecerem sacrifício, seja boi ou gado miúdo; que darão ao sacerdote a espádua e as queixadas e o bucho.
  • Dar-lhe-ás as primícias do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e as primícias da tosquia das tuas ovelhas.
  • Porque o Senhor teu Deus o escolheu de todas as tuas tribos, para que assista e sirva no nome do Senhor, ele e seus filhos, todos os dias.
  • E, quando chegar um levita de alguma das tuas portas, de todo o Israel, onde habitar; e vier com todo o desejo da sua alma ao lugar que o Senhor escolheu;
  • E servir no nome do Senhor seu Deus, como também todos os seus irmãos, os levitas, que assistem ali perante o Senhor,
  • Igual porção comerão, além das vendas do seu patrimônio.

Vejam também o que está dito em NÚMEROS 18, 25/32: (bíblia on line)

E falou o Senhor a Moisés, dizendo:

26 Também falarás aos levitas, e dir-lhes-ás: Quando receberdes os dízimos dos filhos de Israel, que eu deles vos tenho dado por vossa herança, deles oferecereis uma oferta alçada ao Senhor, os dízimos dos dízimos.

27 E contar-se-vos-á a vossa oferta alçada, como grão da eira, e como plenitude do lagar.

28 Assim também oferecereis ao Senhor uma oferta alçada de todos os vossos dízimos, que receberdes dos filhos de Israel, e deles dareis a oferta alçada do Senhor a Arão, o sacerdote.

29 De todas as vossas dádivas oferecereis toda a oferta alçada do Senhor; de tudo o melhor deles, a sua santa parte.

30 Dir-lhes-ás pois: Quando oferecerdes o melhor deles, como novidade da eira, e como novidade do lagar, se contará aos levitas.

31 E o comereis em todo o lugar, vós e as vossas famílias, porque vosso galardão é pelo vosso ministério na tenda da congregação.

32 Assim, não levareis sobre vós o pecado, quando deles oferecerdes o melhor; e não profanareis as coisas santas dos filhos de Israel, para que não morrais.

Aqueles que tivessem terras distantes e que por isso se mostrasse inviável trazer os produtos ao templo, tinham permissão para vender seus produtos oriundos da terra, comprar os mesmos produtos e levá-los ao templo para os LEVITAS em honra e glória a Deus, e essa entrega era cercada de cerimonial.

Vale observar, que aqueles que não obtinham seus sustentos da terra, não eram obrigados a “dizimar” somente assim o fazendo voluntariamente, o que vale dizer, que os comerciantes, os prestadores de serviços como sapateiros, alfaiates, fabricantes de tendas etc. etc. não tinham essa obrigação religiosa de levar a décima parte da produção da terra (não viviam da terra) para os Sacerdotes, LEVITAS, órfãos e desvalidos que eram o “público alvo” dessa distribuição.

Obviamente, os defensores da obrigatoriedade do pagamento de dízimos ainda hoje (século XXI) pelos fiéis cristãos, sejam estes católicos ou protestantes, têm fartos motivos para arguir a afirmação dessa obrigatoriedade notadamente quando citam e “fazem suas interpretações” de Malaquias, Mateus, Lucas, Gálatas, Deuteronômio, porém, não podem e nem devem se afastar do que está acima narrado, que pertence à história do povo hebreu e não à crença na necessidade desta ou daquela divindade.

Causa-me espécie ouvir determinadas pregações religiosas que insistem em mercantilizar Deus e Jesus, como se a eles interessassem bens materiais, esquecendo que foi o próprio Jesus quem disse que o seu reino não era deste mundo material e sim do mundo espiritual.

Não me consta que Jesus necessite da doação em dinheiro ou da doação de veículos dos fiéis, como o pedido que viralizou nas redes sociais, onde o pregador da palavra de Deus afirma e pede que os fiéis deixem as chaves de seus carros, transferindo a propriedade dos mesmos naquele exato momento no templo, chamando os veículos de “latas velhas” e prometendo que, já no dia seguinte, Deus daria um carro novinho em folha e de luxo àqueles que assim agissem.

Assusta-me ver que em nome de Deus já foram feitas tantas guerras sangrentas; pessoas foram queimadas vivas em praças públicas e agora Deus, e por tabela seu filho Jesus, são transformados em proprietários de revendedoras de automóvel.

Esta é a história do dízimo que teve início com JOSUÉ e também, é bom que se diga, teve FIM enquanto obrigação religiosa, quando o povo judeu retornou do cativeiro na Babilônia após terem tido suas terras invadidas por Nabucodonosor II, e os LEVITAS não retornaram para Jerusalém terminando assim a motivação histórica que levou à criação da doação da décima parte do que fosse produzido na terra, para o Templo e para a tribo de LEVI.

Estou ciente e consciente que as instituições religiosas precisam de recursos financeiros para suas atividades de beneficência; bem-estar social dos fiéis; promoção de atividades sociais e agregadoras, enfim, uma série de ações que necessitam de recursos financeiros hoje em dia, mas tudo deve ficar, a meu ver, no campo das contribuições voluntárias e conscientes dos fiéis e não como obrigação religiosa compulsória, a título de estar “contribuindo” obrigatoriamente para as “obras do Senhor”, posto que, como afirmam, assim está escrito e determinado na bíblia.

Essas contribuições modernas em dinheiro podem ser feitas e acho mesmo que devem ser feitas, desde que com honestidade de propósitos; voluntárias; espontâneas e, a meu ver, podem tomar qualquer título como, mensalidade, caixinha, quermesse, bingo, oferta, carnê etc., não devendo, porém, ser titulado de “dízimo” posto que este fenômeno bíblico é parte da história do povo hebreu.

Algumas denominações religiosas praticam a cobrança obrigatória do “dízimo” em dinheiro, e mais as contribuições voluntárias, também em dinheiro, somando as duas como obrigações dos cristãos deste século, isso quando não exageram e cobram o “trízimo” (sic) (30%) do que o fiel ganha, por mês.

De fato, o dízimo está previsto na bíblia como obrigação do Judeu daquele tempo, para os fins e na forma acima já esclarecidos e não como obrigação dos cristãos do século XXI, e em dinheiro, restando a este artigo buscar esclarecer “aqueles que tem ouvidos de ouvir” e lembrar também uma frase, que teria sido proferida por um líder religioso que no Brasil se autodenominou “bispo” que, repito, teria dito : “Deus é o caminho e eu sou o pedágio”.

É bom também lembrar, que na época em que foi instituído o pagamento da décima parte do que fosse produzido na terra quando da distribuição dessas terras por JOSUÉ, em “produtos da terra”, já existia dinheiro (lembrem-se que bem antes de JOSUÉ, Abraão já havia comprado o túmulo de sua esposa Sarah com dinheiro), portanto, fica histórica e temporalmente afastado o argumento de que a cobrança do “dízimo” em dinheiro, hoje em dia, se justificaria porque “naquele tempo” não existia dinheiro para se pagar o “dízimo”, e assim sendo, esta seria a razão do “dízimo” ser pago com produtos da terra. Pura falácia, afastada da verdade histórica e temporal.

edilbe

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